Cunha, Paraty e Trindade – Ago/2015

Peguei o Mauricio no aeroporto de Guarulhos numa sexta-feira, dia 28/08/15, as 10:30. De lá seguimos viagem pra Cunha.
Passamos algumas horas em Cunha pois já conhecíamos a cidade. Um dono de pousada local nos disse uma vez que toda a riqueza colonial de Cunha como seus telhados, batentes de janelas e diversos artigos acabaram servindo para manutenção e muitas vezes recuperação de Paraty. Esse comentário serve pra reforçar o ponto que queria mencionar de que não resta muito, ou quase nada, da era colonial nesta cidade, lamentavelmente.
ceramica
A região é conhecida por concentrar artesãos em cerâmica de alta qualidade. Existe um tipo de hub na cidade onde você encontra pelo menos 10 lojas dos próprios artesãos.
lavanda2Além disso, outra coisa que não tinha visto em outros passeios é o cultivo de lavanda e a criatividade de produção de diversos artigos para uso pessoal, bebe e casa com sua essência. A flor de lavanda é pequena e delicada, o cheiro não é o que mais me agrada, mas é bom.
macela 3Mas o passeio que mais me marcou em Cunha foi a Pedra da Macela. Na estrada sentido Paraty, você pega um desvio de alguns quilometros e logo deve estacionar para iniciar a trilha a pé. São quase 2 quilometros de trilha e ao atingir o cume você estará na divisa entre os Estados de Rj e Sp, à 1,800 metros de altitude. A vista incrível de 360 graus de Cunha e visão de Ilha Grande, Paraty e baias de Angra dos Reis é incrível.
Por fim, somando essas atrações que mencionei, mais às cachoeiras que ainda não visitamos e aos bons restaurantes e pousadas  (principalmente aquelas na estrada sentido Paraty – nós ficamos na Pousada dos Anjos e gostamos muito) e apesar da destruição do tempo e do homem à sua própria história, a cidade é ainda pra mim um destino desejado para passar um fim de semana.
estrada-paraty-cunhaMelhor ainda seria se você tivesse um pouco mais de tempo para seguir viagem e descer a serra pra Paraty. Descobrimos que estão quase terminando de asfaltar o trecho e em breve qualquer veículo vai poder passar por esta que é uma das estradas mais lindas e selvagens que já vi.  A mata ainda é muito virgem, as paisagens e vistas impressionam. Vale a pena, mas até o término da obra a viagem fica restrita aos condutores de 4×4. Bom, desta vez estávamos com a caminhonete e finalmente pudemos descer a serra.
centroTambém já estivemos outras vezes em Paraty e, sem dúvida, é uma de minhas cidades preferidas apesar de muito concorrida. O centro histórico é totalmente fechado para carros,  o que eu adoro. Você tem mais de 800 pousadas à disposição e mesmo assim em dias de festivais ou feiras é possível que não encontre vagas. Fora destes eventos, ocasiões que ali estivemos, sempre conseguimos achar hospedagem sem reserva prévia. E sempre com boa qualidade e preços razoáveis (mínimo 150 por diária) e isso porque sempre temos o complicômetro de levarmos nossa Zuppy, o que limita as opções. Somente 10% das pousadas da região aceitam cachorro.
De manhã, com a maré baixa, passeando desde os arredores de Paraty partindo do canal vê-se uma grande extensão de mangues onde durante a corrida com Mauricio de manhã a Zuppy se divertia e voltava completamente suja. Pra quem não conhece ela tem as patas brancas e estas ficavam completamente pretas, igual graxa. Já no final do dia, a área virava um grande mar, sem vestígios de terra ou mangue.
Por qualquer rua que se adentre na cidade velha, perde-se no labirinto de casas, edifícios antigos, muito bem mantidos e transformados em ativos comércios que agradam aos olhos e desejos dos turistas em esquecer um pouco de suas próprias vidas e levar algo pra relembrar onde um dia estiveram.
centro noiteA oferta de restaurantes é incrível. Jantamos num restaurante chamado Café Paraty na Rua do Comercio, 254
Tomei uma sopa de batata baroa (nossa mandioquinha) com gengibre que estava deliciosa e o Mauricio pra variar comeu carne. A Zuppy se divertiu na rua enquanto comíamos. Na noite seguinte jantamos no Benditas, na rua Dr Samuel Costa, 267. Ali comemos uma salada caprese e picanha. Como entrada pedi uma casquinha de siri. Esta foi a unica coisa que achei sem graça e um tanto caro também. Uma mini casquinha custou R$26,00…
Ambos restaurantes tinham mesinhas do lado externo e, apesar do inverno, a noite era quente e agradável. Ambos tinham também musica ao vivo, de boa qualidade.
livraria mares2
Desta vez também descobrimos uma terceira livraria, muito bem montada e bonita chamada Maré Literária de Paraty, que fica num casarão ao lado da Pousada Literária. As outras duas são bem menores mas oferecem café e livros maravilhosos também e ficam no próprio centro histórico.
pousada talisma2Nos hospedamos na Pousada Talismã. É uma pousada simples mas aceitava Zuppy e estava bem próxima ao centro histórico.
O quarto é bem espaçoso e o café da manhã bem servido.  O preço é ótimo, R$150,00 a diária.
No dia seguinte, como a Talismã estava sem vaga para o sábado, achamos outra pousada próxima ao Canal, chamada Antígona. Simples também, mas de novo bem localizada.
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No domingo fomos passear em Trindade. Estacionamos lá onde é o ponto final do ônibus, já na entrada da trilha para a praia de Caixa d’Aço. Ficamos um pouco na praia de Trindade antes de pegarmos a trilha que durou cerca de 15 minutos, isso porque andei muito devagar dado o meu estado de grávida.
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IMG_6897Curtimos bastante a praia até a fome começar a pegar e voltamos pra Vila de Trindade. Almoçamos no Laranjas, um restaurante simpatico com ótimo atendimento e comida bem boa. Peixe, purê, arroz e feijão. Tudo que precisava.
Curtimos o resto do dia na praia até esfriar e voltamos pra Paraty.

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