Em nossas inúmeras viagens com cachorro – com a Zuppy – percebemos que não devemos nos limitar a procurar hospedagem onde dizem que aceitam cachorro. De qualquer forma, com o bebê e tendo menos tempo para “errar”, usamos o booking.com com o filtro “aceita cachorro”. Esse é o melhor site que achamos por enquanto no Brasil.
Existem destinos com muitas opções pra cachorro o que torna a vida mais fácil pois sempre haverá um que acomode bem também o resto da família, porém nessas viagens de carro, em que muitas vezes paramos em cidades com pouca infra, acabamos sempre buscando a melhor opção pra família e tentamos convencer o estabelecimento de que a Zuppy é treinada, não late, dorme na caminha dela etc etc e na maioria das vezes dá certo. Mesmo em cidades mais turísticas isso costuma funcionar, sempre fora de temporada, porque é muito comum em dia de semana vermos os hotéis e pousadas às moscas, por isso a flexibilidade deles aumenta.
Quando não conseguimos, seja porque na cidade tem apenas um hotel decente e com regra estrita de não aceitar cachorro, seja porque é alta temporada e a disponibilidade é pequena, temos como última alternativa deixá-la dormindo no estacionamento, dentro da caminhonete, desde que coberto e seguro. No nosso caso, a Zuppy realmente dorme a noite toda, direto, sem fazer xixi. E sempre ela sai com a gente pra jantar e passear a noite e, no dia seguinte, como Mauricio corre com ela todo dia, como primeira coisa de manhã, eles saem juntos pra passear.
A Zuppy entende que a estamos deixando no carro e que voltaremos pra buscá-la. Ela não sofre com essa separação. Mesmo em casa é assim, ela dorme no canto dela, na caminha dela, na área de serviço. Se ela dormisse todos os dias na nossa cama, seria provavelmente mais difícil ter essa flexibilidade de viajarmos para qualquer canto com ela.
Da mesma forma, a maioria dos restaurantes não aceita cachorro, por razões óbvias pra quem tem um, sendo a principal os pelos, que, dependendo da raça e da época, o cãozinho perde mesmo muito e não é difícil voar no prato dos outros clientes. A mesma coisa que comentei pra hospedagem vale pra restaurante. Se for baixa temporada, um restaurante aberto, em que é muito comum estarmos somente nós almoçando ou jantando no local, rapidamente a Zuppy faz “amizade” com os garçons e ela acaba ficando solta ali com a gente. Já se for um restaurante cheio, fechado com ar condicionado, o jeito é buscar uma sombrinha e deixar ela presa na coleira. Em alguns lugares ainda há a opção de uma varanda em que ela fica solta, seja na frente ou atrás, enfim, vale sempre a pena perguntar o que podem fazer. Outros lugares, que vemos muito até em São Paulo, a gente come fora e deixamos o cachorro preso na mesa. Alguns oferecem logo um potinho de água, enfim há muitos amantes de cachorro por aí e, no nosso caso, a nossa cachorra só traz alegria por onde passa.
Ela sempre encanta com sua inteligência… encontra um pauzinho, uma folha que seja, pra “presentear” alguém na rua. E apaixonados por aquele olhar pedinte, logo entendem e começam a jogar pra ela, e daí o seu trabalho começou… Se for numa praça ou local com bastante gente, ela causa uma comoção entre crianças e adultos, pois escolhe pra quem quer dar a bolinha, e quem é o escolhido logo abre um sorriso feliz e lança o brinquedo pra ela.
São 7 anos de Zuppy, muitas viagens e histórias com nossa pretinha, e mesmo com o bebê, ela segue sendo a estrela das nossas viagens, uma filha nas nossas vidas.
