Serra do Rio do Rastro-Vale europeu-São Francisco do Sul

Partindo de Itajaí, fizemos o trecho que vai da cidade de Brusque até Urubici percorrendo parte do roteiro conhecido como Vale Europeu em Santa Catarina. Espetacular. Paisagens, edifícios e organização estilo Europa.
De Itajaí fomos até São João Batista e dormimos na pousada Sitio Nona Lurdes, que adoramos tanto pelo conforto do chalé quanto pela sua estrutura estilo rural.
De lá seguimos viagem sentido a Serra do Rio do Rastro.
O caminho que vai desde SJ Batista até Rancho Queimado foi o que mais me encantou, rústico, porém com toque de riqueza para uma região rural. Boa parte da estrada era de chão, o que claro, agradou ao Maurício. Todo trajeto é acompanhado pelo grande rio Itajaí que marca a linda paisagem deste caminho do Vale Europeu.
Depois de termos visto lugares tão lindos, finalmente chegamos à Urubici e nos decepcionamos. Não é uma cidade arrumadinha, com um centro legal. Almoçamos numa churrascaria e também não foi grande coisa. Os dois pontos turísticos que incluiria visitar  a Serra do Corvo Branco, onde se localiza a maior fenda do Brasil feita em uma rocha (90 metros de altura); e o Morro da Igreja, cujo destaque é uma formação natural chamada Pedra Furada, levariam mais de 1 hora cada trecho e então decidimos seguir viagem.
img_0906Chegamos em Bom Jardim da Serra, de onde desce a serra do rio do rastro, e também nos decepcionamos pela falta de charme da cidade. As pousadas acessíveis eram muito simples e caras e algumas que estariam ok não aceitavam a Zuppy – nossa cachorra. É muito difícil de acreditar que num lugar com tanto mato e natureza, que haja tantas restrições com hospedar cachorros. Por fim, já no caminho de saída da cidade, paramos num café chamado  Aparados da serra que amamos. Comemos rosca de coalhada (uma rosca que parece pão de queijo) e empacotado (uma massa tipo de torta com recheio de queijo serrano) e chocolate quente c chantily divino. Compramos um saco de nectarina com umas 20 unidades por 5 reais, um salame gigante por 20 reais e encontramos um super hotel legal , no alto da serra com uma vista incrível e que aceitava a Zuppy!
Pena que o valor estava acima do nosso orçamento, mas acabamos negociando por R$350,00 e ficamos com a expectativa de pegarmos um dia seguinte bonito para descermos a serra, já que naquele momento, já 18:00 o dia estava chuvoso e diferentemente do país inteiro: frio! Foi ótimo ficar, conseguimos colocar o Dimitri pra dormir as 21:30 após jantar uma sopa feita na hora, sem sal. E ele se divertiu no quarto que era gigante e cheio de tapetes, com rede e uma vista espetacular. Se divertiu vendo os cavalos e outros bichos.
Jantei depois de colocar o Dimitri pra dormir no hotel mesmo um prato tipico carreteiro com frescal que seria um tipo de risoto só que preparado com arroz normal e o frescal são pedaços de carne cozida. Acompanhado de um bom vinho. Eu gostei.
Curtimos o hotel e aquela vista de inspirar qualquer pintor ate perto do meio dia, enquanto o Dimitri estava acordado. Essa noite ele dormiu das 9:30 até 8:30. Dia de sol, sem nuvens, tudo perfeito pra descermos a Serra do rio do rastro. Paramos no mirante por alguns minutos e curtimos a descida que levou quase 1 hora. Com exceção de 3 caminhões transportando porcos, no mais, somente se viam turistas. Adoramos o passeio mas talvez perdeu um pouco da emoção pelo fato de termos já visitado a estrada que separa Argentina e Chile, cortando a cordilheira dos Andes, veja: https://omelhordosmundos.com/2015/02/10/santiago-aconcagua-valparaiso/
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Após a descida calculamos nossa próxima parada de acordo com o tempo previsto de cochilo do Dimitri. Como ele já veio dormindo na última hora, calculamos mais 1 hora de viagem com parada de almoço em Criciuma.
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Almoçamos numa costearia chamada Fabrica de Costela, que além de servir uma comida muito boa, nos acolheu como se estivéssemos em casa. Aliás essa tem sido uma característica interessante dessa viagem, mesmo com toda a bagunça nas refeições que, quem segue o método BLW conhece bem, não percebemos nenhuma cara feia.
img_0984De lá paramos numa praça ali no centro mesmo que tem um café muito aconchegante e que serve tudo sem glúten e o Dimitri provou seu primeiro bolo – sem açúcar. ele amou. Com damasco e uva passa, realmente bom. Caminhamos um pouco e já mais de 4:00, com o bebê bem cansado, seguimos viagem com uma redefinição de destino. Decidimos já irmos voltando, abnadonando o plano de chegar na Argentina. Isso porque percebemos pelo ritmo de viagem atual, que estamos fazendo na média 4 horas por dia de estrada. Mais que isso poderia ser muito pro Dimitri até porque acreditamos que ele precisa ter tempo de qualidade acordado e que essas 4 horas não tem problema pois ele realmente passa dormindo. Enfim, caso seguíssemos viagem sentido Buenos Aires, somando ida e volta teríamos em torno de 10 dias de pernoite em “qualquer” lugar, que por fim sairia caro, seria cansativo e não aproveitaríamos tanto.
Novamente calculamos a nossa próxima parada conforme o tempo previsto de cochilo do Dimitri e, decidimos por Garopaba. Demos uma passada por Imbituba mas não encontramos pousada que aceitasse a Zuppy, então já com o horário apertado pro “ritual” do bebê, acabamos ficando na primeira pousada que vimos que aceitava cachorro pelo booking, chamada Jaya.
Era muito simples e custava R$200,00. O pior era um vizinho com o som super alto, ouvindo rap. De qualquer jeito, os horários funcionaram perfeitamente. Entramos na pousada às 18:30, saímos pra jantar, jantamos no Mamma Mia que estava a 5 min de caminhada da pousada. Comemos um risoto feito na hora sem sal, com laranja pra acompanhar. Ele aprendeu a dar tchau e passou o fim do dia treinando, uma graça. De volta à pousada demos banho e às 9:00 ele já estava dormindo.  Já o Mauricio perto das 11:00 da noite se recusava continuar ali, com aquele som, com o quarto quente. Cogitamos mudar de pousada mas acabamos aceitando a situação. De fato, ir pra um lugar badalado, numa época badalada, com bebê, sem reserva, sem tempo de procurar, podia acabar nisso. Mas o fato é que Garopaba é mesmo muito amontoada, com uma pousada em cima da outra. E disso definitivamente não gostamos.
Último destino : Ilha de São Francisco do Sul / SC
Passamos os últimos dias da viagem na casa de praia alugada pelo nosso vizinho de Jundiai. Fica na praia de Ubatuba na Ilha de SF do Sul. O condomínio é lindo e a casa também, mas percebemos o mesmo ambiente inóspito de Garopaba em termos de mosquitos e calor. Com a diferença que estávamos entre amigos e ouvindo música boa rs
O Dimitri dormiu com o “inimigo” logo na primeira noite. Fechamos o mosquiteiro e dentro do berço ficou um pernilongo. O bicho acordou tão pesado que não conseguia voar. Já o Dimitri acordou todo picado e com alergia, ficou todo empipocado. Fiquei chateada.
Curtimos muito a praia local que não parece receber turistas fora as famílias dali mesmo.
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