Lisboa: Museu da Cidade/ Casa de Saramago

 

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Fomos ao museu da cidade que, descobrimos depois, é composto de 4 diferentes edifícios. Este que conhecemos fica próximo à estação campo grande do metrô e era um antigo palácio. Ali inauguraram também uma exposição sobre o marco de 260 anos do grande terremoto de 1755.
Sobre o museu, impressiona o acervo da civilização romana, mas senti falta de ver mais coisas sobre a época muçulmana. Devido ao terremoto muito é mostrado em mapas e maquetes do antes e depois da reconstrução da cidade e, destaque pra importância de Pombal.
Visitamos também outro edifício do museu da cidade chamado Casa dos Bicos, na Baixa, onde fica também a casa de Saramago.
O primeiro andar é somente dedicado ao museu com diversas curiosidades desde antes dos tempos dos romanos, inclusive visigodos e depois muçulmanos e cristãos. Esta região baixa de Lisboa é habitada desde há muito tempo e esse edificio é prova da ocupação. Achei curioso e interessante o video com a explicação sobre como faziam para transformar a pesca em artigo de exportação/ distribuição dentro do Império Romano, basicamente criando containers onde se colocava o peixe, sal, mexia-se, etc, enfim uma receita qualquer repetida por mais de 2000 anos. E que me fez pensar na vantagem que os povos espalhados tinham em ser parte do Império. Imagina que fazendo parte de uma organização maior os pequenos povoados podiam aproveitar de tudo o que era cultivado e/ou produzido em outros cantos.

A visita à casa de Saramago é imperdível pra quem já leu seus romances ou mesmo pra quem não conhece mas tem curiosidade. É simples porém bem montado. Num esquema cronológico você aprende sobre sua vida e cada obra sua tem um espaço com algumas curiosidades e versões em diversos idiomas.

IMG_8322Para visitar o primeiro museu tivemos que pegar metro. Relativamente moderno, similar aos encontrados em SP, só que muito tranquilos.Eles tem sistema de aviso a que horas esta prevista a chegada dos trens mas a contagem regressiva não pareceu muito confiável.
Quando usamos o sistema em dia de semana e horário de trabalho, percebi uma população mais velha em comparação com SP. Já no sábado o público no trem era típico de sábado à noite com jovens preparados e vestidos para balada. Iphones e fantasias de haloween denunciam a invasão cultural americana também por ali.  Via-se também caras cansadas, envelhecidas. Pessoas humildemente vestidas, carregando sacos e sacolas, revelando que sábado também é dia de trabalho pra alguns.

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