O castelo fica no alto de Lisboa, subimos por Alfama e diferente do que li não é uma subida assim tão complicada, ao contrário, é um passeio a pé bem gostoso. Claro que a opção do elétrico/ bonde é válida mas dependendo dos seus planos não vale a pena gastar 2,80 euros por pessoa só por esse trecho (veja abaixo mais detalhes sobre o elétrico). Aprendemos que o Castelo foi construído pelos Mouros em meados do século XI e dominado por D. Afonso Henriques responsável pela reconquista cristã em 1147. O castelo foi usado pela realeza portuguesa como residência e passaram por ali figuras como Vasco da Gama e Pedro Alvares Cabral. Somente em 1498, como comemoração às descobertas marítimas e ao monopólio das especiarias com o oriente, é que o Rei Manuel I mandou construir um novo palácio mas que foi destruído em 1755 pelo terremoto e deu espaço à atual praça do comércio.
Depois de comprar o ingresso, você passa numa catraca estilo a que conhecemos de prédios comerciais, só que ali, quando você encosta o ingresso no sensor, esteja preparado pois a catraca já vira e te empurra pra dentro rs Após poucos passos você avista toda a cidade. Me lembrei da vista de cima da igreja de Florença… Só telhadinhos, tudo baixinho sem nenhum grande edifício marcando a paisagem. Realmente somente pela vista já compensa a visita.

Além disso pegamos um tour de apenas 15 minutos em que aprendemos sobre os principais pontos turisticos de Lisboa através de um sistema de espelho que reflete imagens da cidade em tempo real, sistema esse inventado por Leonardo da Vince.
Na saída pegamos o final da famosa feira da ladra onde se vê todo tipo de quinquilharia e velharia, é só ir sentido ao Panteão.
O bonde/ elétrico
Depois de mais de 1 semana em Lisboa, finalmente pegamos o elétrico ou bonde, o tal número 28. A cidade é tão agradável de caminhar que não é preciso se preocupar com transporte. Mas pegar um bondinho é parte essencial da visita à Lisboa, mesmo que você goste muito de andar, como nós. Este nos levou ao seu ponto final que fica enfrente à igreja da estrela, construída também como pagamento de promessa de uma rainha, para que tivesse o seu primeiro filho, que nasceu porém não sobreviveu. Assim mesmo mantiveram a construção e finalizaram mais esta igreja.
Pra nossa decepção não pudemos retornar com o mesmo bonde. Tínhamos que descer e pagar mais outra vez o ticket. Mauricio então descobriu um local que podíamos encher nosso cartão que usamos no metro com credito e funcionou. Colocamos 6 euros em cada cartão e com isso já podíamos circular de bonde o dia inteiro e ainda pudemos usar esse mesmo cartão para descer o famoso elevador da santa justa que liga o chiado à baixa pois é considerado também um meio de transporte da cidade. Na parte de cima do elevador, além da vista linda da cidade, você já sai praticamente no museu da arqueologia onde foi durante séculos o convento do carmo que, após destruído pelo terremoto, permaneceu inacabado, sem teto. Uma memória a mais deste episódio que foi tão marcante pra Lisboa.
